quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Quais são as credenciais do Dr. Pessoa?


O político que conseguir formular um discurso de mudança e apresente projetos originais para mudar o estado do Piauí - na campanha eleitoral de 2018 é um sério candidato a assumir o posto hoje ocupado por Wellington Dias. (Ribamar Divino)  

O médico e deputado estadual José Pessoa Leal (Dr. Pessoa), na eleição de 2016, disputou a sucessão municipal de Teresina, na qual foi derrotado por Firmino Filho ainda no primeiro turno dessa eleição.

Filiado ao PMDB foi candidato a prefeito do município de Água Branca em 1988 e de Lagoinha do Piauí em 1996, mas foi derrotado nas duas ocasiões, bem como perdeu a eleição para deputado estadual em 1990, quando já pertencia ao PDS. Esse político itinerante foi eleito vereador de Teresina em 2000 pelo PPS, perdeu a eleição para deputado estadual em 2002, sendo reeleito à Câmara 2000Municipal de Teresina pelo PDT em 2004 e 2008. Depois de ingressar no PSD conquistou um novo mandato de vereador em 2012 e foi eleito deputado estadual em 2014. Em 2016 foi derrotado em primeiro turno por Firmino ao disputar a prefeitura da capital piauiense.

O deputado estadual Dr. Pessoa é um político que pode muito bem ser classificado como político itinerante e pula pula, porque nesses seus 28 anos de carreira política, já disputou vários cargos eletivos em vários municípios e na mesma proporção em que muda de domicílio eleitoral, ele muda de partido. Características essas que não abonam a biografia política desse ou daquele político.   

As credenciais que o político Dr. Pessoa apresenta como candidato a cargos eletivos, não é nada diferente dos demais candidatos que estão se apresentando como potenciais candidato à sucessão estadual de 2018. Se pelo menos o Dr. Pessoa fosse um político original, adiantaria arriscar um voto nele, mas nem isso ele é.

Na campanha eleitoral de 2016 em Teresina, esse pré-candidato ao governo do estado do Piauí, sequer conseguiu formular um discurso de mudança contra um candidato que disputava o seu quarto mandado a prefeito da capital piauiense e o seu partido governa Teresina há mais de um quarto de século (há mais de 30 anos). Quem não conseguiu estruturar um discurso contra Firmino Filho, fatalmente não conseguirá se apresentar como uma esperança de mudança ao eleitor piauiense. O Piauí precisa mudar de mãos, porque a alternância de poder está na essência da democracia.  

terça-feira, 19 de setembro de 2017

A poesia segundo Maria Inez Silva Queiroz




Ser maranhense é admirar o francês
Falar bem português Empregar o “TU” naturalmente
Com flexão verbal fluente


É vagar no Reviver
Do por do sol ao amanhecer
Ser erudito e popular
Sem contudo ser vulgar


É brincar o bumba-boi
Dançar reggae ao luar
Lembrar a criança que foi
E soltar pipa no ar


É degustar o carangueijo
Comer arroz de cuxá
Saber olhar um casarão
Sem com ele se assombrar


É singrar a vastidão do mar
É acompanhar o Divino
E com o badalar do sino
Ir à igreja rezar


É orgulhar-se da sua história
Trazer na memória a sua glória
E poder cumprimentar
Nauro, Montello e Ferreira Gulart, Salgado Maranhão, Luís Augusto Cassas e Catulo da Paixão Cearense


Maria Inez Silva Queiroz é uma poetisa maranhense

Phill Veras - Valsa e Vapor

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“Phill Veras é um excelente cantor e compositor da música contemporânea brasileira, sem mais nem menos!!!”. (Manuel Valério Gadelha)

Quem país é este? Ainda vivemos nos perguntando



Uma coisa é um país, outra um fingimento. Uma coisa é um país, outra um monumento. Uma coisa é um país, outra o aviltamento”. (Affonso Romano de Sant'Anna é um poeta e pensador brasileiro)

Há exatos 37 anos, o poeta Affonso Romano de Sant’Ana publicava o poema Que País é Este? Uma indagação que ele mesmo reponde no corpo desse seu poema que estampou em 6 de janeiro de 1980, a página principal do Jornal do Brasil na sua versão imprensa. Naquela época a Internet estava dando os seus primeiros passos e jornal online era coisa remota. O primeiro site só veio a ser publicado em 6 de agosto por Tim Berners-Lee que publicou o site do Cem.

Esse poema de Affonso Romano de Sant'Anna, mais explica do que indaga, sobre este país varonil (masculino e viril). Um país que não tem uma explicação lógica para o seu infortúnio e desesperança. Em que pese ele ser “abençoado por deus” e ser a pátria do futuro. Um futuro incerto convenhamos, porque embora este país já tenha comemorado 500 anos de existência, os nossos governantes ainda andam batendo cabeça em busca de encontrar um rumo para consolidar este país como nação. Uma coisa que ainda não somos e tudo sugere que para atingirmos o status de nação, ainda devemos percorrer um longo caminho. Isto é, se começarmos neste exato momento em que escrevo este texto, um processo radical de mudanças em todos os níveis.

Até aqui este país não tem sido sério e se nada for feito no sentido de darmos o novo sentido a este país, a frase atribuída ao general francês Charles de Gaulle: “O Brasil não é um país sério” continuará fazendo todo sentido.

O Brasil que estava apostando na moralização e redenção deste país, através da Operação Lava Jato, que vinha colocando atrás das grades políticos e empresários malfeitores (corruptos e corruptores), poderá ser surpreendido pelas forças nada ocultas que querem matar por asfixia o que vinha dando certo neste país, graças aos homens que formam essa Operação e que vinha ensaiando nos devolver a nossa dignidade perdida, mas que se sente ameaçada pelos adversários. Mas quem tramar contra a Operação Lava Jato vai entrar para a história deste país com um seguidor e admirador de Joaquim Silvério dos Reis. Quem viver verá! Tomara que esta última frase seja profética.