segunda-feira, 28 de agosto de 2017

O PMDB piauiense se insurge contra orientação de Jucá



O governador Wellington Dias se julga muito esperto, mas nesse jogo de xadrez que joga contra o PMDB e o PP, a chance de ele perder é muito grande, haja vista, Themistocles Filho e Ciro Nogueira serem dois bons estrategistas. Não é à toa que Themistocles virou presidente “vitalício” da Assembleia Legislativa do seu estado e presidente do parlamento do Nordeste. Uma invenção piauiense”. (Tomazia Arouche)

Os peemedebistas ligados ao presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Themistocles Filho e uma outra corrente ligada ao presidente do diretório estadual, deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI), divergem frontalmente do presidente nacional do PMDB, o senador Romero Jucá, que vem orientando o seu partido no sentido de que o PMDB não se coligue com o Partido dos Trabalhadores (PT) em 2018 nos estados e nem participe dos governos do PT, o que não ocorre no estado do Piauí, um estado onde o PMDB faz parte do governo do petista Wellington Dias e trabalha no sentido de indicar o candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo governador em 2018.

Resta saber se o PMDB nacional vai permitir uma coligação no estado do Piauí, entre o seu maior adversário no plano nacional, no caso o Partido dos Trabalhadores (PT), que caso tenha candidato à presidência da república, elegerá como o seu principal adversário o partido que o PMDB declarar apoio.

Esse arranjo político que Wellington Dias tenta fazer no seu estado, tem 99% de possibilidade de não emplacar o segundo semestre de 2018, haja vista, tanto o PMDB como o PP terem sido os principais articuladores e conspiradores do processo de impeachment que apeou Dilma Rousseff e o PT do poder. Uma aliança entre esses dois partidos e o PT não é fácil de ser digerida por ambos os lados. Wellington Dias vai acabar sozinho no seu palanque. Quem viver verá!

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