terça-feira, 22 de agosto de 2017

O país do cinismo militante


"Le Brésil n’est pas un pays serieux” – “O Brasil não é um país sério”. Uma frase popularmente atribuída a Charles de Gaulle.

Essa frase supostamente atribuída ao general francês Charles de Gaulle, não importa o seu autor, caracteriza muito bem este país, porque aqui tudo é efeito na base do improviso e sem nenhuma preocupação e consideração com valores morais e éticos, porque o que vale mesmo para nós, eu incluído - é o levar vantagem em tudo. Com propõe a famosa Lei do Gerson.

Não é à toa que a corrupção, a esculhambação e a falta de pudor neste país de parte das nossas autoridades é de fazer corar um frade de pedra e um estrangeiro desavisado. O escândalo de Mensalão que destruiu a reputação do Partido dos Trabalhadores (PT) e que poderia ter tido um efeito pedagógico foi desmoralizado pelo escândalo do Petrolão que por sua vez destruiu a reputação do PMDB, PP, PSDB, DEM, PSB e outros partidos menos importante na cena política nacional. E tudo continua como antes do quartel de Abrantes. Aqui, quando mudamos alguma coisa é para permanecer como antes.

E assim, de escândalo em escândalo a nossa pátria mãe gentil e berço esplendido vai sendo avacalhada e desmoralizada ante os países desenvolvidos e do primeiro mundo. Também pudera, o que os estrangeiros podem esperar de uma nação que comete mais assassinatos, de turistas inclusive, do que países que estão em guerra permanente? O que o estrangeiro pode esperar de um país que em pleno século XXI, ainda convive com doenças que foram erradicadas no primeiro mundo no século XIX? O que podemos esperar de um país que o serviço de saneamento básico não chega a atingir um terço do território nacional? Nenhum elogio e tão pouco demonstração de confiança e respeito.

Este país não tem futuro, porque as suas classes política e dirigente tem os pés e suas cabeças mergulhados no atraso secular. Porque as nossas classes dirigente e política, agem como os senhores de engenhos e os donos de escravos que acreditavam e acreditam que o pobre brasileiro deve permanecer pobre e ignorante, para que elas possam continuar reinando. É assim que a abanda toca neste país inzoneiro. Eu não me ufano de ser brasileiro.  

“No Brasil almirante e brigadeiro negro, só nos desfiles de escola de samba”. (Tomazia Arouche)

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