domingo, 6 de agosto de 2017

A vida não vale nada


A vida no Brasil não vale nada. Aqui mata-se mais do que no Iraque, na Palestina, no Afeganistão, na Venezuela e em outras áreas conflagradas.

Mata-se no transito, mata-se por bala perdida, mata-se nas bocas de fumo, nos assaltos a mão armada, em assaltos a bancos, no campo, na disputa pela posse da terra e os criminosos, quando muito, pagam fianças e voltam a viver tranquilos como se nada tivesse acontecido. O morto é que permanecerá preso para sempre amém!

Dizer que nós vivemos no reino da impunidade, não vai nessa afirmação nenhum exagero, porque no Brasil só permanecem presos, os pobres, ai incluídos os negros e as prostitutas, pessoas do mais baixo estrato social. Isso quer dizer que quem é rico no Brasil não apodrece na prisão.

O mais emblemático dos casos de impunidade no Brasil, foi protagonizado pelo jornalista Pimenta Neves, o assassino da jornalista Sandra Gomide, sua ex-namorada à época do seu assassinato.

No dia 20 de agosto de 2000, o então diretor de redação do jornal "O Estado de S. Paulo" Antonio Marcos Pimenta Neves matou com dois tiros pelas costas a repórter do jornal Sandra Gomide, de 32 anos, em um haras em Ibiúna. Algumas semanas antes ele havia sido abandonado por Sandra, que era também sua namorada. Pimenta Neves confessou o crime, foi condenado em 2006 a 19 anos de cadeia em um júri popular (pena reduzida para 18 e depois 15 anos), mas passou menos de sete meses na prisão por conta de habeas corpus. Pasmem! Pimenta Neves após ser condenado a 19 anos de prisão, teve sua pena comutada para 18 e depois 15 anos e permaneceu preso apenas sete meses. Impunidade é isso.  

Quantos crimes no Brasil semelhantes ao praticado pelo jornalista Pimenta Neves seguem o mesmo destino? Um sem número. Com o criminoso ficando fora da prisão por força de um habeas corpus, uma medida jurídica usada para proteger indivíduos que tem sua liberdade infringida e um direito do cidadão que consta na Constituição Federal. Será que cabe conceder habeas corpus para criminosos confessos e contra os quais não existe a menor dúvida sobre a autoria do crime? Nesse caso, o instituto do habeas corpus acaba favorecendo o criminoso e o delito.
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