quinta-feira, 30 de junho de 2016

O fim da reeleição também para os partidos



A criatura e o seu criador
Quando da reforma política, que deverá acontecer em algum momento, ela deve principiar pelo fim da reeleição do político ocupante de uma vaga no Poder Executivo e no Poder Legislativo. Mas essa reforma deverá avançar no sentido acabar também com a reeleição do partido. O que evitaria a continuidade de um projeto de poder, como aconteceu com a eleição da presidenta Dilma Rousseff.

Em 2010 Lula não pode se candidatar para um terceiro mandato, mas usou o seu enorme prestigio e a máquina do estado para eleger sua criação e invenção, Dilma Rousseff. Assim como tentou FHC eleger o seu escolhido em 2002, não logrando êxito, por força da situação econômica difícil que o país atravessava naquele momento.

Fazer o seu sucessor na política brasileira é uma questão de honra e também de sobrevivência política, uma vez que o candidato eleito com o apoio do prefeito, governador e presidente da república, tem o dever moral de trabalhar futuramente para devolver o poder a quem lhe concedeu um mimo, leia-se, um mandato.

Por Irwing Maranhão 
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