quinta-feira, 30 de junho de 2016

A poesia segundo Vespasiano Ramos

Cruel

Ah, se as dores que eu sinto ela sentisse,
se as lágrimas que eu choro ela chorasse;
talvez nunca um momento me negasse
tudo que eu desejasse e lhe pedisse!

Talvez a todo instante consentisse
minha boca beijar a sua face,
se o caminho que eu tomo ela tomasse,
se o calvário que eu subo ela subisse!

Se o desejo que eu tenho ela tivesse,
se os meus sonhos de amor ela sonhasse,
aos meus rogos talvez não se opusesse!

Talvez nunca negasse o que eu pedisse,
se as lágrimas que eu choro ela chorasse
e se as dores que eu sinto ela sentisse! . . .


Samaritana

Piedosa gentil Samaritana:
Venho, de longe, trêmulo, bater
À vossa humilde e plácida cabana,
Pedindo alívio para o meu viver!

Sou perseguido pela sede insana
Do amor que anima e que nos faz sofrer:
Tenho sede demais, Samaritana
Tenho sede demais: quero beber!

Fugis, então, ao mísero que implora
O saciar da sede que o consome,
O saciar da sede que o devora?

Pecais, assim, Samaritana! Vede:
- Filhos, dai de comer a quem tem fome,
Filhos, dai de beber a quem tem sede.

Joaquim Vespasiano Ramos, nasceu em Caxias (MA) no dia 13 de agosto de 1884, passou seus últimos dias na então vila de Porto Velho, Comarca de Humaytta, Estado do Amazonas, hoje município de Porto Velho, capital do Estado de Rondônia e faleceu nesse estado da região Norte.

De Estância e Saudades - LUIZ MARENCO

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Temer não tem vocação para estadista


Embora o país conheça de ‘cor e salteado’ o PMDB e o seu presidente por quase duas décadas, Michel Temer (foto), ele esperava que o governo interino do PMDB ousasse governar com base na meritocracia, para que o povo brasileiro passasse a confiar no presidente provisório e no seu partido.
  
Mas, pela escolha dos novos ministros e a consequente desmoralização do governo do PMDB com a demissão de três ministros em menos de um mês, sob a acusação de envolvimento com malfeitos (corrupção) e mais recentemente com o anuncio de um pacote de bondades anunciadas por esse novo governo, o que compromete a saúde financeira do país, o pouco de prestígio que Temer ainda gozava junto ao povo brasileiro, evaporou-se. É que ficou por demais evidente que o PMDB e Temer não estão pensando no país, mas única e exclusivamente em permanecer no poder. 

E tudo leva a crer que a situação de Temer tende a ficar cada vez mais pior, haja vista, a cúpula do PMDB está quase toda ela, sujeita a ser presa pela Operação Lava Jato. O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, já pediu a prisão do presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), do presidente afastado da Câmara Federal, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e do ex-presidente da república, José Sarney, um peemedebista aposentado, mas ainda muito influente na cena política nacional e o nome do próprio presidente interino já apareceu em duas ou três delações premiadas.

A situação de Temer e do seu governo é periclitante.

O fim da reeleição também para os partidos



A criatura e o seu criador
Quando da reforma política, que deverá acontecer em algum momento, ela deve principiar pelo fim da reeleição do político ocupante de uma vaga no Poder Executivo e no Poder Legislativo. Mas essa reforma deverá avançar no sentido acabar também com a reeleição do partido. O que evitaria a continuidade de um projeto de poder, como aconteceu com a eleição da presidenta Dilma Rousseff.

Em 2010 Lula não pode se candidatar para um terceiro mandato, mas usou o seu enorme prestigio e a máquina do estado para eleger sua criação e invenção, Dilma Rousseff. Assim como tentou FHC eleger o seu escolhido em 2002, não logrando êxito, por força da situação econômica difícil que o país atravessava naquele momento.

Fazer o seu sucessor na política brasileira é uma questão de honra e também de sobrevivência política, uma vez que o candidato eleito com o apoio do prefeito, governador e presidente da república, tem o dever moral de trabalhar futuramente para devolver o poder a quem lhe concedeu um mimo, leia-se, um mandato.

Por Irwing Maranhão 

A república dos criminosos



O banqueiro Carlinhos Cachoeira
Por mais esforço que o Estado faça, não dá conta de construir mais vagas nos presídios no ritmo necessário.

A Operação Lava Jato de tanto mandar criminosos para os presídios, agravou um problema que já era muito grave, que é a superlotação dos presídios brasileiros.

O número de pessoas presas no Brasil cresceu 7% somente nos seis primeiros meses deste ano, intensificando uma tendência que fez do Brasil um dos três países do mundo com maior aumento da população carcerária nas últimas duas décadas.

A Operação Lava Jato, de tanto mandar prender corruptos vai obrigar o Estado a construir um presídio exclusivo para corruptores e corruptos condenados pelo juiz Sérgio Moro.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (30) a Operação Saqueador. São alvos da ação a Delta Construções, do empreiteiro Fernando Cavendish e o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, que já está preso. A operação investiga lavagem de dinheiro em obras públicas.

Os corruptores e corruptos além de cometerem crimes contra o povo, ao serem trancafiados criam um novo problema para o país, que são as suas custódias.

A instituição da Pena de Morte para corruptos e corruptores, além de inibir os crimes de corrupção, poupariam o país de mais despesas.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Milonga Abaixo De Mau Tempo - Luiz Marenco e José Claudio Machado

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A poesia segundo CONCEIÇÃO EVARISTO

Eu-Mulher

Uma gota de leite
me escorre entre os seios.
Uma mancha de sangue
me enfeita entre as pernas.
Meia palavra mordida
me foge da boca.
Vagos desejos insinuam esperanças.


Eu-mulher em rios vermelhos
inauguro a vida.
Em baixa voz
violento os tímpanos do mundo.
Antevejo.
Antecipo.
Antes-vivo


Antes – agora – o que há de vir.
Eu fêmea-matriz.
Eu força-motriz.
Eu-mulher
abrigo da semente
moto-contínuo
do mundo.


CONCEIÇÃO EVARISTO é mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, e doutora em Leitura Comparada pela Federal Fluminense (UFF).

A pintura figurativista de FRANSOUFER

Nascido em Jaburu, povoado de Bequimão (Maranhão), Francisco Sousa Ferreira, é um apaixonado pela arte. O seu nome artístico é a mistura dos seus três nomes, resultando em Fransoufer. O artista plástico Fransoufer, além de pinturas e esculturas, produz também tecelagem.

Em seus trabalhos gosta de retratar a fauna e flora. Na pintura ele usa óleo sobre tela, na escultura modela a argila no formato do que deseja e tira a fôrma em gesso, que é cha chamada "perdida" e depois faz a cópia do original em fibra de vidro.

Seu talento revelou-se cedo, pois, na sua infância, sua mãe o levava para lavar roupa no rio. E nos seus mergulhos, encontrava no fundo do rio a tabatinga (espécie de solo que se assemelha a argila) e fazia caretinhas com ela.

Mas, essa inclinação para a arte só foi percebida, quando, entre 11 e 13 anos, foi transferido da escola que estudava, na sua cidade, para o Grupo Escolar Alberto Pinheiro, em São Luís. Na escola uma professora da disciplina Trabalhos Manuais viu que ele tinha habilidade e o incentivou a fazer trabalhos no próprio colégio, depois na Biblioteca Benedito Leite e em pequenas galerias, e assim ele foi se destacando.

Aos 17 anos decidiu expandir seu trabalho e foi em busca disso em Brasília/DF. Lá fez um curso de desenho, no Elefante Branco, atual UNB (Universidade de Brasília), e começou a participar de exposições e também a ganhar prêmios. E foi no Centro-Oeste, que se tornou conhecido.

Em visita ao Museu do Prado, em Madri, ele se voltou para a escultura. Lá ele viu uma exposição de artes de cerâmica, produzidas por Pablo Picasso. "Nesse dia eu pensei, se ele pode fazer, eu também posso. Então viajei para a minha terra natal e montei um olaria", explica.

Esse ateliê foi montado em uma Casa de Farinha, localizada no fundo de sua casa, em Bequimão. É lá que ele desenha suas telas, e cria suas esculturas e demais trabalhos, é lá a sua fonte de inspiração.

Em suas obras é sempre retratada a realidade e beleza de sua cidade. Durante todo esse tempo só fugiu dessa temática quando se virou para o surrealismo. Aliás, Fransoufer experimentou várias técnicas como o óleo-sobre-tela, guache, aquarela, acrílico sobre Duratex, colagens e óleo espatulado, ei para a minha terra natal e montei um olaria", explica.

Esse ateliê foi montado em uma Casa de Farinha, localizada no fundo de sua casa, em Bequimão. É lá que ele desenha suas telas, e cria suas esculturas e demais trabalhos, é lá a sua fonte de inspiração.

Em suas obras é sempre retratada a realidade e beleza de sua cidade. Durante todo esse tempo só fugiu dessa temática quando se virou para o surrealismo. Aliás, Fransoufer experimentou várias técnicas como o óleo-sobre-tela, guache, aquarela, acrílico sobre Duratex, colagens e óleo espatulado, mas retornou amadurecido a técnica original.

Quando voltou ao Maranhão conheceu o húngaro Nagy Lajos, que influenciou decisivamente a carreira do jovem pintor, ensinando-lhe a manusear o pincel, a dosar as cores, a usar a luz, e o orientou, até mesmo na escolha dos temas com os quais pudesse melhor exprimir-se.

Mas as suas origens teimavam em voltar, até que ele se rendeu, e passou a retratar cenas guardadas no subconsciente e que marcaram a sua infância, iniciando o Figurativismo regional ao qual se mantém fiel até hoje.


Painel de Fransoufer





Temer deve muito a Eduardo Cunha



Abraço “fraterno e sincero"
Ou conta com o apoio do presidente para mobilizar as bancadas governistas e evitar sua degola, ou revela episódios ainda desconhecidos envolvendo Michel, hipótese capaz de devolver o poder a Dilma, ainda dentro do prazo de 180 dias”. (jornalista Carlos Chagas)
 
O encontro clandestino, segundo o âncora do Jornal da Band, entre Cunha e o presidente da república provisório, Michel Temer parece ter o caráter de certo de contas, uma vez que a ascensão de Temer ao poder é creditada ao réu Cunha.  

Cunha é um político que leva o maquiavelismo às últimas consequências e todos os seus movimentos são feitos como num jogo de xadrez, onde os jogadores usam raciocino lógico. O pragmatismo também é muito usado por Cunha, porque se baseia no seu resultado prático. Como o jogo Cunha está praticamente perdido, ele vai apelar para todo tipo de pressão e chantagem.

Consciente do seu papel no processo de impedimento da presidenta Dilma Rousseff, Cunha não terá nenhum pudor em cobrar os compromissos assumidos e fidelidade de todos aqueles que tem interesse em apear o Partido dos Trabalhadores (PT) do poder.

Cunha não pode exercer muita pressão sobre o presidente interino, porque, Temer também sabe muito sobre a biografia e o lado nebuloso e sombrio de Cunha.

A cultura da corrupção e do roubo

O que é cultura? A cultura é a aplicação do espírito a determinado estudo ou trabalho. Com base nesse conceito, a corrupção se encaixa perfeitamente como elemento e fator cultural. 

No Brasil está mais do que provado que a corrupção é um dos componentes da nossa cultura. Uma cultura do mal é verdade, mas, uma cultura, uma vez que a corrupção neste país é cultivada e transmitida de pai para filho como um meio para atingir um fim.  
  
No nosso meio político, o filho de político profissional, via de regra, segue a profissão do pai, porque se trata de uma profissão na qual o profissional enriquece facilmente e num curto espaço de tempo.  

A propósito, na região Nordeste as profissões mais buscadas são as de médico e político. A primeira, porque ainda garante ao profissional uma inserção rápida no mercado de trabalho e a segunda, porque o enriquecimento acontece como no passe de mágica. É como se cada político profissional fosse um rei Midas.
Convém lembrar que toda regra comporta exceção. Isso quer dizer que existem alguns políticos altruístas. Esses são às honrosas exceções, é claro!

por Irwing Maranhão