sexta-feira, 29 de abril de 2016

“Tudo como antes no quartel de Abrantes”



“Nicolau Maquiavel é o que se pode chamar de unanimidade entre os estudiosos da ciência política. Na verdade, com a publicação de seu pequeno grande livro, “O Príncipe”, foi considerado o fundador da ciência política moderna. A obra constitui uma lição de sabedoria sobre como a natureza humana se comporta diante do poder; sobre como as pessoas se revelam em sua essência diante do poder. Os ensinamentos contidos nos escritos do sábio de Florença ilustram o caminho que devem seguir os governantes para manterem seus principados”.

A expressão “Tudo como dantes no quartel de Abrantes” significa que tudo continuará sempre na mesma, sem alteração. Pois é exatamente isso que irá acontecer num eventual governo do PMDB.

O futuro governo Temer, seguirá a lógica da política brasileira, ou seja, muda o governante de plantão, mas os seus assessores serão os de sempre: políticos tradicionais, viciados em poder e sem nenhuma vocação para estadista. 

O governo do PMDB ainda nem começou, mas a política do toma lá dá cá, do é dando que recebe e do balcão de negócios, sob nova direção, já está em pleno funcionamento em Brasília.

No Brasil a palavra meritocracia é apenas uma figura de retórica, um estratagema usado pelos nossos políticos para iludir, enganar pessoas incautas e puras de coração. 

Não há nenhum exagero em afirmar que o Brasil é um país indecente, imoral, obsceno e sem pudor. Se eu ocupasse algum cargo público e tivesse a chance de ser corrompido, talvez eu não resistisse. É que a nossa natureza é fraca e a nossa cultura predominante é a de levar vantagem em tudo. Isso quer dizer que o Brasil não tem jeito.

O Brasil muda sempre para pior. Isso todo brasileiro esclarecido sabe.

É tudo uma questão de cultura e de oportunidade. O Brasil só teria uma chance: se acabasse com a impunidade
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